Com o coração derretido, Mourinho enfrenta o Porto no Estádio do Dragão

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da pinup bet: Separados pelo tempo e pelas circunstâncias do futebol, José Mourinho e Porto se reencontraram na última segunda-feira, no Estádio do Dragão. O momento foi marcado por uma emoção ímpar de parte a parte. Só que, nesta terça-feira, o técnico do Chelsea promete deixar de lado o afeto para enfrentar o ex-clube, às 15h45 (horário de Brasília), no mesmo local, em duelo válido pela segunda rodada do Grupo G da Liga dos Campeões da Europa.

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da dobrowin: Mourinho e Porto: um casamento de apenas dois anos (2002 a 2004). Mas muito intenso enquanto durou. O técnico levou o clube português ao topo do Velho Continente, conquistando a Liga Europa, a Liga dos Campeões, além de dois Campeonatos Portugueses e uma Taça de Portugal, média de mais de um caneco por temporada.

– Muita gente não acreditava que nosso time pudesse chegar tão longe. Mas sabíamos da qualidade do elenco. Apesar de termos empatado na estreia com o Partizan, e perdido em casa para o Real Madrid no segundo jogo, não seríamos mais derrotados a partir dali. Nas oitavas de final, por exemplo, eliminamos o Manchester United – destacou, ao LANCE!, o meia Carlos Alberto, autor de um dos gols na vitória sobre o Monaco por 3 a 0, na final da Champions de 2004.

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Em compensação, o Porto deu a Mourinho a projeção internacional para ele virar o “Special One” e o carimbo de um dos treinadores mais cobiçados do mundo da bola.

Na véspera do confronto desta terça-feira, Mourinho, que tem a chave da porta da casa, visitou o Museu do Dragão. O grau de intimidade do treinador com o Porto ainda é grande, como entre bons casais que se reencontram por casualidade, mas mantêm algo ainda da relação.

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– Tenho a sorte de não ser apenas um visitante e tornar alguém que faz parte do museu. Ganhamos tudo aqui. O tempo não apagará o que fizemos por este clube. Meu coração amoleceu. Não me senti um adversário. Tenho que me recompor, porque quero ajudar o Chelsea a conquistar mais uma vitória – confessou o sisudo José Mourinho.

OUTRO REEENCONTRO, ESTE NÃO MUITO AGRADÁVEL

Outro reencontro de José Mourinho ocorrerá com o goleiro Casillas, recém-contratado pelos Dragões. Há dois anos, os dois trabalharam juntos no Real Madrid. O português ignorou a idolatria do Santiago Bernabéu pelo capitão e o colocou no banco de reservas, numa das medidas mais impopulares dos últimos tempos nos Merengues.

– Vou saudá-lo antes e depois do jogo. Não quero mais perguntas sobre o assunto – encerrou o técnico.

BATE-BOLA

CARLOS ALBERTO, MEIA DO FIGUEIRENSE, COMANDADO POR MOURINHO NO TÍTULO DA CHAMPIONS DE 2003-2004

LANCE: O Porto conseguiria conquistar a Champions de 2004 sem o técnico José Mourinho?

CARLOS ALBERTO: Não dá pra afirmar, mas ele foi fundamental. Como costumo dizer, sempre que as coisas ficavam complicadas, ele criava uma nova estratégia. É um cara que exige muito, e faz o jogador ter a sensibilidade de ajudar quando preciso, treinar em mais de uma função.

LANCE: O que difere o Mourinho dos demais treinadores?

CARLOS ALBERTO: Ele é uma pessoa inteligentíssima, excepcional no dia a dia. Tive a oportunidade de trabalhar com grandes treinadores, mas o melhor foi o Mourinho, que me ensinou demais. Se hoje sou um jogador que tanto vou à frente quanto marco no meio, devo isso a ele.

L: É uma pessoa difícil de conviver?

CA: Ele é uma pessoa totalmente diferente do que aqueles que não o conhecem imaginam que ele seja, com o ar de prepotente que julgam que ele passa. Mas ele é muito humano, sensível e amigo.

L: Qual a importância do Mourinho para sua carreira?

CA: Lembro, por exemplo, que ele disse que me colocaria para jogar dois meses como volante. Foi um choque, mas depois vi que foi fundamental para que eu me tornasse um jogador mais atuante, participativo. A julgar o trabalho tático, nunca vi um igual a ele. Foi um privilégio trabalhar com o Mourinho.

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