Gringo, astro de cinema e muitas histórias… A Quarta Divisão do Carioca, enfim, vai recomeçar!
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da apostebet: O sonho de subir de valor no futebol carioca, enfim, voltará a ser acalentado por 15 clubes. Após dois adiamentos, a primeira fase da Série C (Quarta Divisão) terá seu pontapé inicial neste domingo.
Tendo três grupos com cinco equipes cada (classificam-se os dois primeiros dos grupos A, B e C e os dois melhores segundos colocados às quartas de final), a competição terá em 2019 uma atração estrangeira. O uruguaio Acosta é a esperança de gols do Atlético Carioca.
– O presidente do Atlético Carioca me fez uma proposta muito bacana. Sei que é um grande desafio disputar uma competição de “tiro curto”, mas estou ainda em atividade mesmo aos 42 anos – afirmou o atacante ao LANCE!.
O jogador, que vestirá a camisa 25, chega ao clube de São Gonçalo após a equipe ter uma frustrada negociação com Jobson. Mandatário do Atlético Carioca, Maicon Vilela conta como tem sido o desafio de montar o time em um contexto turbulento (além dos adiamentos, há um lamento porque a negociação para trazer o atacante Jobson, ex-Botafogo, não se concretizou).
– A chegada do Acosta é uma forma de ajudar a fazer um campeonato mais atrativo, não só para o Atlético Carioca, mas para todos os clubes. É claro que queremos subir, ter dias melhores. Mas tentamos algum recurso, em especial pelas despesas que acontecem devido aos adiamentos da competição e ao que aconteceu conosco em relação ao Jobson – afirmou.
O atacante uruguaio tem previsão de estrear apenas na segunda rodada, quando o Atlético Carioca encara o Brasileirinho, no Alzirão.
KEVIN, O ‘PELÉ’ DO SÃO JOSÉ
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da betway: A competição ainda contará com um outro astro, mas que se destacou nas telas de cinema. Dois anos após ter interpretado o “Atleta do Século” no filme “Pelé, O Nascimento de Uma Lenda”, o volante Kevin de Paula é um dos trunfos do São José para a Série C.
– Algumas pessoas brincam com o fato de eu ter feito o Pelé. Mas agora estou aqui, muito determinado e ansioso para mostrar o meu futebol. Agradeço muito por esta oportunidade.
O jogador, que tem passagens por Tigres do Brasil e Mesquita, fala sobre a comparação com o “Rei do Futebol”:
– É uma honra e uma responsabilidade. Mas não sou artista, me garanto mais em campo. Aqui no São José, estamos entrosados e muito focados para disputar esta competição – revelou.
CAMPO GRANDE E SÃO CRISTÓVÃO SONHAM COM RETOMADA
A luta por um recomeço embala dois clubes que querem voltar a experimentar dias de glória no futebol carioca. Os tradicionais Campo Grande e São Cristóvão estão no Grupo B da Série C e apostam em linhas diferentes no comando, mas estão na busca pelo mesmo objetivo.
Mainho chegará ao seu décimo-quarto ano pelo Campusca. O técnico não tem palavras para dimensionar sua ansiedade pelo acesso.
– É grande tudo o que eu sonho com o Campo Grande. Eu me sinto um privilegiado de seguir como técnico da equipe. Acredito que a gente vem forte, focado, mas respeitando ao máximo os adversários – disse.
Esperança de gols da equipe, o andarilho Fábio Saci fala sobre o desejo de dar uma alegria a Mainho:
– Ele já viveu muitas coisas no clube, conhece como ninguém o Campo Grande. A base deste grupo vem desde o ano passado, e é um cara que merece muita coisa no futebol. Sempre esteve do lado do Campusca. A gente brinca com ele: “já roeu o osso, agora vai comer o filé” – afirmou o atacante.
O jogador de 37 anos crê que a tradição do Campo Grande (campeão da Série B do Brasileiro de 1982 e que já teve no elenco nomes como Roberto Dinamite e Cláudio Adão) aumenta o desafio do atual elenco.
– Quem veste a camisa do Campo Grande sabe do peso. É um time grande, tradicional, há muito tempo fora da elite, mas vamos trabalhar forte para recolocá-lo de novo na Primeira Divisão – promete.
Enquanto isto, na Rua Figueira de Melo, o São Cricri aposta em sangue jovem para resgatar a equipe que vem de dois descensos consecutivos de maneira traumática. Em 2017, o São Cristóvão foi lanterna da Série B1 e, no ano passado, caiu da Série B2 (Terceirona) devido à punição pela escalação irregular de um jogador.
Na Série C, a missão está nas mãos de Diego Brandão, de 32 anos.
– É uma responsabilidade, por ser um clube centenário, que já foi campeão carioca. Mas nós estamos muito envolvidos. Acreditando muito na nossa equipe, que é primordialmente formada por jogadores do sub-23 – avisa.
Brandão é filho de Gaúcho, ex-jogador do Vasco que, mais tarde, foi auxiliar e técnico do Cruz-Maltino. Mas o treinador do São Cricri falou sobre comparações com o pai:
– São gratificantes para mim. Não cheguei a vê-lo jogar. No máximo, ele vê os jogos, mas eu tenho meu estilo – afirma.
O técnico acredita que a Série C merecia receber mais cuidado:
– Está faltando ao futebol carioca resgatar estes clubes de menor investimento – completou.
PECULIARIDADE DO REGULAMENTO
A Série C do Carioca é precisa quanto à inscrição de jogadores. Apenas cinco “veteranos” podem jogar a cada partida. O restante dos elencos é voltado para atletas sub-23.
– Nós vamos ter basicamente jogadores abaixo de 23 anos. Meu objetivo neste projeto é de revelar jogadores. Quero que a gente se torne uma referência como clube-formador – afirmou o ex-jogador Arturzinho, que é treinador do clube que leva o seu nome.
Entre os 15 clubes, há jogadores do sub-23, sub-20 e até jovens que eram amadores inscritos.
PARAÍBA DO SUL E ARTURZINHO: DESAFIO DE MANTER A PEGADA
A Série C do Carioca teve início em 5 de agosto, com uma fase preliminar envolvendo quatro clubes, disputando em turno e returno. Paraíba do Sul e Arturzinho despacharam Itaperuna e Heliópolis.
Comandante do Paraíba do Sul no título simbólico desta primeira etapa, Merica falou sobre a nova fase.
– Na verdade, são duas competições diferentes. Nós saímos invictos desta preliminar, mas agora enfrentaremos adversários mais fortes. Por isto, trouxemos jogadores de respeito, atletas do America.
Além disto, falou como a equipe compensou o período de paralisação.
– A gente realizou jogos-treino, inclusive contra o Fluminense, amistosos, para que estivéssemos preparados – afirmou.
Merica, porém, não seguirá no comando da equipe para a próxima fase. Vítima de um infarto há 15 dias, ele precisou deixar o cargo e a diretoria anunciou Piá (ex-jogador do Corinthians e Ponte Preta) como seu sucessor.
Arturzinho falou sobre a meta da sua equipe, que obteve a segunda colocação na preliminar:
– Vamos recuperar alguns garotos e trabalhá-los de forma eficiente.
OS ‘CAUSOS’ DA SÉRIE C DO CARIOCA
Técnico e pastor
O fato de o CAAC Brasil ser um clube de origem cristã é refletido no seu comando. O pastor Ilmar de Almeida é técnico da equipe nesta nova competição, e garante:
– Não há problema de conciliar a rotina da competição com os cultos. Somente em um jogo em (Santo Antônio) de Pádua não conseguirei. Além disto, somos um clube que preza o ser humano, independente da fé. Estamos em nosso segundo ano na competição, com uma equipe modesta, mas temos muita luta e, neste ano, vamos lutar pelo acesso – garante o treinador.
Resende? Só no nome!
O Esporte Clube Resende, da Série C, projeta mudar de nome, em especial pela confusão com o “xará” da elite carioca:
– Nosso clube foi fundado em Resende, mas é só sua razão social. Nós ficamos no Rio de Janeiro, e já queremos mudar este nome – afirma o presidente Ricardo Igreja.
Do outro lado
Ex-jogador de America e Flamengo nos anos 1970, Merica traz uma situação curiosa. Ele, que foi um dos fundadores do Resende, saiu da gestão do clube e, depois de ter comandado o Paraíba do Sul na fase preliminar, um problema de saúda fará com que ele passe para o cargo de coordenador técnico. Ele explica a mudança de clube.
– Eu era proprietário do Resende, ajudei a colocar em evidência a cidade de alguma forma. Espero que eles vençam todo mundo, menos a gente (risos). Torço para que nós subamos juntos para a Série B2 – disse.
Estrela a menos…
A Série C quase contou com outro jogador renomado: Wellington Monteiro. O meio-campista, com passagens por Vasco, Fluminense e Internacional, saiu do Resende na semana passada. “
– Esta paralisação causou um grande problema para nós. Saíram muitos jogadores, entre eles, o Wellington Monteiro, que era um dos jogadores experientes com quem contávamos. Tinha firmado outro compromisso e não seguiu. Não poderemos suprir sua ausência porque já estouramos nosso orçamento – diz Ricardo Igreja.
Vem reforço por aí?
O Tomazinho e o Teresópolis estão em negociação com jogadores considerados de alto nível para os padrões dos respectivos clubes. A equipe de São João de Meriti considera as negociações como bem adiantadas. A equipe da Região Serrana precisa de aporte financeiro.
Peneiras
Antes da competição começar, os clubes encontraram maneiras de formar seus elencos. Em suas redes sociais, anunciavam testes para as posições:
– Meu início de trabalho é feito assim – diz Álvaro dos Santos, técnico do Tomazinho.
O Ceres é outro clube que também faz muitas “peneiras” em seu início de trabalhos.
Rostos conhecidos
Além dos jovens do sub-23 e de astros, os clubes estão depositando fichas em jogadores com rodagem em clubes de menor investimento. Fábio Saci, do Campo Grande, tem passagens por America e Angra dos Reis. Já o goleiro Léo Flores, de 40 anos, é a esperança do Ceres.
– O Léo tem uma história com o Ceres e, sempre que ele está disponível no mercado, que não coincide os campeonatos, ele nos ajude. É um cara já disputou a elite mineira, tem passagens por clubes de Portugal, da Grécia, atuou no Barra Mansa recentemente – detalhou o vice-presidente Winston Soares.
Nome em jogo
Após ter atuado em clubes como Vasco, Bangu e Corinthians, Arturzinho investe no futebol e coloca, literalmente, seu nome em jogo na Série C:
– Sou dono, técnico, massagista, roupeiro, faço tudo. É um projeto que eu tinha de lançar atletas. Quero implementar minha filosofia, de deixar o DNA do futebol brasileiro em evidência. Sem pontapé, cotovelada, mas dando prioridade ao toque de bola, à qualidade.
PEREGRINAÇÃO MARCA A COMPETIÇÃO
Ponto que causou controvérsias dos clubes e dois adiamentos na Quarta Divisão, a decisão de que todos os jogos sejam abertos para o público rendeu alternativas mirabolantes. Localizado em Anchieta, o Brasileirinho mandará seus jogos em Comendador Levy Gasparian (cidade localizada a 160 km da capital).
– A questão na Série C é a localização de quem vai investir. Não consigo patrocinador aqui para nos ajudar a viabilizar a rotina do clube e, além disto, lá, conseguimos um estádio com laudo – disse o mandatário Pedro Leopoldo dos Santos.
Ter um palco em condições de receber público também fará o Búzios se deslocar para mandar suas partidas no Alair Corrêa, em Cabo Frio (uma distância de 26km). O dirigente Renato Matos é taxativo sobre a situação.
– Para a gente tem sido complicado. A verba é curta para a Série C e, com as partidas às quintas e domingos, precisaremos fazer deslocamentos constantes. É muito desgaste.
Um local também ganhará os holofotes mesmo com a equipe em outra divisão. Jorge Eloy, presidente do Nova Cidade, contou como é ceder o Estádio Joaquim Flores para jogos da competição:
– É gratificante saber que estamos contribuindo. Nosso estádio tem laudo do Corpo de Bombeiros, estrutura. Fazemos um preço em conta, porque sabemos da situação financeira de cada um – afirmou.
O Tomazinho e o Ação são alguns dos clubes que mandarão jogos em Nilópolis.
Houve clubes que também encontraram outras alternativas nesta primeira fase. Com sede em Itaperuna, o São José mandará seus jogos em Miracema (a 56km de distância). Já o São Cristóvão atuará na Rua Bariri.
As taxas para a liberação dos estádios rendem polêmica.
– Com os valores de bombeiro, engenheiro, e as taxas da Federação, eu só conseguiria retorno se tivesse 500 pessoas por partida. Mas nossa média é de 150 torcedores. Além disto, fazem exigências semelhantes às de estádios como Maracanã, São Januário… – diz Rômulo Vieira, presidente do Paduano.
‘SÉRIE C É MAIS UMA PONTA QUE NORTEIA TRABALHO DA FERJ’
Virada a página de adiamentos da Série C, o diretor de competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Marcelo Vianna, destacou que a quarta divisão tem o desafio de, com credibilidade, dar espaço aos clubes.
– A Série C é mais uma ponta que norteia o trabalho da Federação. Fomento ao futebol, aos clubes de menores investimentos que sonham com o crescimento. Precisamos organizar para gerar credibilidade, e isso passa por cumprimento de normas e regulamentos – disse.
O dirigente falou sobre o que pesou para a entidade só permitir partidas com venda de ingressos.
– A Federação tem prezado por fazer jogos com portões abertos para atrair torcedores e dar visibilidade aos próprios clubes e atletas. Alguns clubes, porém, são resistentes ao sentido de organização e visibilidade da competição – declarou o diretor de competições.
Vianna falou sobre as queixas de clubes quanto às taxas para a liberação dos estádios pelas autoridades.
– Os custos são proporcionais ao tamanho do evento. E realizar partidas de futebol profissional sem atendimento às previsões da legislação estão fora do entendimento da instituição – afirmou.
O diretor ainda detalhou a preocupação que a entidade tem quanto à inscrição de atletas. Em edições anteriores, clubes foram punidos por escalações irregulares de jogadores.
-No Conselho Arbitral, os clubes foram informados de regulamento, decidiram tabela e tomaram conhecimento, mais uma vez, das obrigações. Mas a nossa preocupação é constante, tanto que este tema foi o principal motivo dos adiamentos do início.